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A luz desmaia num fulgor de aurora, Diz-nos adeus religiosamente... E eu que não creio em nada, sou mais crente Do que em menina, um dia, o fui... outrora... Não sei o que em mim ri, o que em mim chora, Tenho bençãos de amor pra toda a gente! E a minha alma, sombria e penitente, Soluça no infinito desta hora... Horas tristes que são o meu rosário... Ó minha cruz de tão pesado lenho! Ó meu áspero e intérmino Calvário! E a esta hora tudo em mim revive: Saudades de saudades que não tenho... Sonhos que são os sonhos dos que eu tive... Florbela Espanca |
| meialua April 30, 2005 12:12 AM PDT Muito bonito, gosto mt da poesia de Florbela Espanca** Colocado em 15.02.2004 às 21:51 H | ||
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